"Em que pé anda o ensino?"

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Existe uma coisa que muito me preocupa no ensino de matemática e que abrange todos os níveis de ensino, já repararam que à grande maioria dos alunos não possuem requisitos básicos de matemática para ocuparem as séries que cursam, e que muitas vezes são aprovados e continuam sabendo menos ainda...

    Este fenômeno muito comum em nossas escolas é análogo á uma bola de neve iniciando nas séries iniciais e se findando no ensino médio, e que nós muitas das vezes temos uma parcela de culpa por esse sistema vicioso.
Será que devemos cumprir o cronograma previsto por PCN’s da vida e cultivar essa onda de encenação que muitas vezes acontecem (“professor finge que ensina e aluno finge que aprende”) ou primar por uma reestruturação, onde o foco das atividades seja como cada professor pode também de forma análoga parar essa “bola de neve” retirar um pedaço e deixa-la continuar e não contribuir para seu crescimento... Quando uso de metáfora entendam que quando estamos diante de uma turma que, por exemplo, não sabe trabalhar com potências como ensinarei logaritmos... Outro fator comum é que professores muitas das vezes são considerados como culpados de tudo, o que de fato não me soa como uma total inverdade até porque se não somos culpados pela origem que as coisas se iniciam temos uma parcela mesmo que pequena pelo produto final, afinal quem aprova no fim de ano...
    Não seria interessante um filtro para tentar recuperamos ou diminuir toda essa discrepância de níveis de ensino, entendam que hoje instituições se utilizam de cotas em universidades para suprimir esses fatores, porém, da mesma forma é notório que uma pessoa pouco preparada está em situação complicada numa universidade pública, onde os mestres não são tão “bonzinhos” como os de outrora...

    Fica aqui um interessante objeto para nosso estudo. O que devemos fazer para contornar a situação caótica em que está o ensino, afinal estudar matemática já é considerado chato por uma parcela de nossos alunos admitindo que eles estejam entendendo o conteúdo, imagine agora se eles estiverem “viajando”...
Será que “viajar” é preciso????