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Os desafios de um bom aprendizado... |
Todos nós pelo menos em algum momento da vida já tivemos alguma dificuldade numa determinada disciplina escolar, seja devido a problemas de conteúdo, sociais e até profissionais. O que de certa forma demonstra que somos limitados e não detentores de todos os conhecimentos.
Partindo dessa idéia acredito que somos influenciados por fatores pessoais que induzem ou não ao que chamo de “gosto” pelo conteúdo, contudo, é bom ressaltar que fatores relacionados com as aptidões intelectuais também são importantes. Afinal é notório que existam pessoas com maior aptidão para ciências humanas, outras para ciências exatas e outras para biomédicas.
Os desafios de um educador nos dias atuais são muito grandes, a cada dia ele é incumbido de obrigações antes de cunho familiar o que acaba por sobrecarregar a já desgastante rotina diária. E todas essas coisas ainda se somam a uma formação acadêmica um tanto quanto fora da realidade do cotidiano, afinal que não se lembra das irreais e utópicas “aulas” de pratica de ensino dos cursos de licenciatura das universidades.
Existe um ditado muito legal e que de forma análoga poderíamos utilizar no ato de se iniciar o processo de aprendizagem, lá vai ele então: “Não basta fornecemos o peixe a quem tem fome, devemos mostrá-lo como se deve pescar”. Sei que é um tanto clichê, mas com certeza podemos utilizar muitas coisas dele, estudar na maioria das vezes é chato e cansativo, temos que tentar enganar esse sentimento e encontrar algo interessante que nos induza a continuar. Um educador tem que se colocar no lugar do educando para poder sentir como está o desenrolar no processo de aprendizagem, um docente que hoje ao utilizar uma prova não a utiliza como “termômetro”, ou melhor, um indicador “seu”, ou seja, como estou lecionando? Será que estou cumprindo os objetivos? Está de certa forma subjugando seu próprio trabalho e aceitando uma regra que predomina em nossas instituições e vivemos no processo de graduação na grande maioria das universidades.
Deve parecer que exista uma receita ou um procedimento para que consigamos um bom desenrolar neste processo não é? Infelizmente a resposta é não, todo e qualquer método descrito naquelas disciplinas pedagógicas deve ser olhado apenas como base e não como roteiro ou verdade absoluta, o ser humano em sua constituição é bastante complexo e sujeito as inúmeras diferenças que o tornam definitivamente interessante sobre o aspecto evolutivo, daí a necessidade de adaptação ao meio em que se propõe um estudo e não uma imposição baseada em normas de PCN’s de “educadores de escritório”. Não se deve almejar o sucesso, mas construí-lo, deixo como final uma verdade que considero absoluta. “Na vida nada se cria, mas tudo se transforma”(Lavousier).